terça-feira, 3 de novembro de 2009


Amigos, uma amiga blogueira - a Evelize - está passando por momentos desesperadores, seu filho Caio de 20 anos está desaparecido, ele foi visto pela última vez no sábado dia 24/10, por favor, Vamos ajudar uma mãe aflita.


O blogue da Evelize é: http://evelize-evelize.blogspot.com/

lá vocês vão encontrar telefone para contato caso tenham alguma informação.



Muito obrigada pela ajuda.



As mães unem-se sempre nas alegrias e nas dores.



Pedaço de mim

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
.

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo.



Perder um filho, estar longe dele, não saber como está, se está com frio, fome, se nada lhe falta, se nada lhe atormenta,é a maior dor que pode existir. É uma dor sem consolo, nem mesmo com palavras bonitas, que sejam ditas. É uma dor que só é aplacada quando temos nosso filho em nossos braços, em nosso acalanto.

terça-feira, 27 de outubro de 2009


Estado de espírito



Ultimamente minha vida tem sido um verdadeiro turbilhão. Enfrentei inúmeras emoções que não esperava, mas que não tive como fugir. Dores que muitas vezes pensei não estar preparada para vivenciá-las mas a vida me mostrou que apesar de serem duras, me fortaleceram. Foi sempre assim em minha vida, minhas vitórias, foram adquiridas com muita luta, muito sofrer, mas me provando que essas vitórias tem um sabor especial.

Ainda tenho um restinho de tristezas, dores e incertezas, mas estou superando tudo com muita calma. Sofrendo na medida e no momento certo, mas não me deixando vencer pelas adversidades.

Estou mais voltada para a minha arte, porque ela é tudo pra mim. É minha terapia, minha tábua de salvação. Quando em momentos desalentadores penso que nada mais me anima, a arte me trás uma luz essencial para meu bem estar de espírito.

Estar aqui entre amigos é outro alento que não posso dispensar. Aqui tenho carinho, amigos e as maiores emoções de minha vida.

Sendo assim decidi, seguindo um conselho do meu parceiro e amigo Jens , da Toca do Lobo, unir o “agradável ao agradável”. A partir de agora vou dividir com vocês minha arte e tudo o que me acontece em função da mesma. Vou mostrar meus últimos trabalhos, tentar explicar e desvendar como cheguei a ele.

Estou fazendo, há quase dois anos uma oficina de desenhos de Modelos Vivos, numa casa de cultura aqui de porto Alegre, do Governo do Estado do rio grande do Sul. Ao final de cada ano, é realizada uma mostra dos trabalhos feitos pelos alunos durante o ano.

Vários modelos já posaram na oficina. Alguns comuns, outros carismáticos como a modelo Graziela, que é extremamente criativa nas poses. Mais tarde falarei mais detalhadamente sobre ela, que é muito interessante.

Durante as aulas, elaboramos os esboços dos modelos ou já trabalhamos na arte final. Isso fica a critério de cada aluno.

Eu normalmente faço o esboço e depois em casa, dou a finalização nele. Crio em cima do esboço com mais calma. Acima na imagem que coloquei, está um dos meus últimos trabalhos com a Graziela. Gosto muito do efeito mais sombrio, sinistro, (como diz um amigo meu), mas esse o meu lado lúdico se manifestou e pintei ela com muitas pétalas de rosas.

É uma tela confeccionada por mim, em folha de lixa (gosto muito de inventar suportes variáveis, porque acho que ficam com um toque mais personificado e diferente da tela convencional). A técnica que usei é a tinta acrílica, que é excelente de trabalhar.

Espero que apreciem essa minha inovação como eu estou curtindo e trilhem comigo esse caminho que me dá muita luz.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


De frente



Entre meio

Entre fendas

Estive com os olhos

Escondidos

Procurando

Uma fresta de luz.

Entre braços

Entre palavras

curando

mágoas

Dores

Desamores

Desencantos

Entre mãos

Depositei

Meus sonhos

Minhas fugidias esperanças

Meus breves momentos

Minhas cálidas

Paixões

Minhas vãs utopias

Entre tantos dissabores

Tantas dores

Saí das fendas

Desvendei os olhos

Vi o clarão

Da vida

Do grito

Lavei as mágoas

Desencantei o amor

Resgatei meus sonhos

Vesti a esperança

Para novas paixões

Longos momentos

Para múltiplas vivências

Levantei a cabeça

Encarei a vida

Recomecei a luta

Com toda a leveza

Da certeza

De ainda estar viva

E mais vigorosa do que antes.


Beti Timm

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lúdico Palpável

(Texto para o concurso sobre o 1º Encontro de blogueiros.)


Ontem: acordava, e olhava-me no espelho e via uma mulher cansada, um rosto com marcas de sonhos escondidos, anseios tímidos e a certeza de que viver mais um dia acrescentaria apenas mais uma porção de vazio. O dia iniciado era somente mais um no calendário a ser ultrapassado. Vagava por tudo, sem ter nenhuma expectativa de que algo novo me surpreenderia. Vestia o disfarce de mulher feliz, para ficar atrás das minhas trincheiras, que protegiam minha rotina fria e sem luz. Meus tons eram cinzas. Minha vida era opaca. Timidamente, o ontem foi se vestindo de pequenas coisas que vislumbravam um novo mundo, um novo cotidiano, ainda ínfimo, mas possível de ser exercido. Sentava-me diante do computador, e uma nesga de insegurança invadia a tentativa de começar uma vida diferente. Afastando essa insegurança, com um fiozinho de coragem, escrevia minhas emoções, meus sonhos, minha esperança, em um amanhã mais claro, mais colorido. Fiz minha primeira visita a outro blog, temerosa, mas comentei, e não esperei um retorno. Mas ele veio. Aconteceu o segundo, o terceiro e outros tantos, que eu ansiosamente lia ao acordar, como um presente de Natal. E o carinho veio, em abundância, junto ao incentivo.

Hoje: minha vida coloriu-se, com cores vibrantes, intensas e desvendei minha arte. Assumi, conscientemente, que era e sou uma artista plástica. Meu cotidiano passou a ser uma surpresa constante, somatizando carinhos e amizades verdadeiras, mesmo que virtuais. Fui feliz, chorei, desvendei meus segredos, meus sonhos e fui acalentada, mimada, consolada. Passei a viver ao lado de todos que me acolheram nesse mundo blogueiro e mudaram minha vida, dando-lhe cores, estrelas, o sol e, quem sabe, um mundo melhor. Tornaram-me uma mulher completa, que sabe o que quer da vida e aprendeu a ser feliz. Meu amanhã só será melhor quando eu ver, tocar, abraçar todos que me ajudaram a juntar meus pedaços de um “ontem” triste e vazio e tornaram minha vida colorida e brilhante. Só assim, encontrando-os, terei certeza que tudo não é apenas um sonho.

domingo, 4 de outubro de 2009


Mimos


Recebi esse selo bonito e charmoso da minha amiga de olhos bonitos a Jacinta. Repasso ele aos meus amigos e não se sintam na obrigação de levá-lo o carinho meu já foi feito, para mim isso basta.

- Ilaine
- Bárbara
- Cam
- Léo
- Aline
- Marisete
- Soninha
- Mauri
- Dade
- Vinicius
- Dilberto (Morceguinho)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Candura


Nos últimos meses, muita coisa não muito agradável vem me acontecendo, mas tudo se resolve a contento. Problemas pequenos, ansiedades passageiras, tudo se resolve e tudo volta ao normal. Tudo muda, quando o lado afetivo, emocional é atingido, nesse momento passamos a ser vulneráveis, e a fragilidade toma um espaço indesejável em nossa vida. Nossa auto-estima fica balançada, perdemos o chão, não vemos nada de promissor no futuro. Achamos que somos infelizes, a piedade passa a ser nossa companheira inseparável.


Sempre procuro passar alegria a vocês, mas nestes últimos meses e mais precisamente, neste momento minha alegria, pediu licença e como um ser humano normal, vou deixar minha tristeza ter o seu lugar por um tempo. Não posso mentir a mim e a vocês e demonstrar uma aparência feliz que não condiz atualmente com meu estado emocional inseguro, confuso e sem muitas alegrias. Sou forte, aprendi a lutar pelo que eu quero, e sei que vou sair ilesa dessa batalha, mas sinto que agora é hora de lamber minhas feridas, como todo animal ferido faz. Preciso disso pra me reestruturar e fazer disso tudo um aprendizado. É se enfrentando os medos, as angustias e vivenciando tudo , que me faço inteira. Pensei ser imune a esse tipo de sentimento, mas a vida, as emoções me provaram que não somos imunes a nada. Estamos aqui para lutar, sofrer, ser feliz, isso se chama viver. E é assim que vivo, intensamente, mesmo nas dores, nos desencantos. Esse trânsito meu pela tristeza e na dor é que me trará a tona e forte.


Nesse emaranhado de emoções que estou vivendo, acabei por perceber, o quanto sou querida, aqui por todos vocês e por muitos que me rodeiam. E neste meu espaço onde sempre tentei reverenciar a alegria, a minha tristeza também tem seu momento. Se não for desse jeito, não serei eu, nem verdadeira.


Minha filha é minha parceira, estará sempre ao meu lado apoiando, e a presença dela, diz isso a todo momento. Mas tenho que ser forte, diante dela e não quero ser uma mãe chorona. Sei que ela me compreenderia, mas nosso vínculo está , implícito no nosso dia a dia. Estamos de mãos dadas, mesmo sem mencionarmos essa união, é algo transcendental.


Entre tantas demonstrações de carinho, uma me comoveu, vindo de uma mulher-menina, de coração e alma encantadora. Que apesar da idade tenra, (tem vinte e poucos anos talvez menos até), me mostrou que o carinho e palavras ternas, em determinados momentos aquecem nosso coração. Conheço-a desde de menininha, quando tinha seus onze anos, e nossa relação sempre foi estreita, com uma empatia natural. Ela é doce, linda, como uma flor. Quando hoje a tarde ela me perguntou, o que estava acontecendo comigo, mesmo sendo pela internet, me emocionei, e vi meus sentimentos aflorarem, e chorei muito enquanto lhe respondia. Ela me confortou docemente, mas com força, e me fez ver que a sua sapiência, vem do coração, e seu gesto de carinho convocou minhas forças escondidas e diante de sua vivacidade e beleza interior, me senti ainda triste, mas com a certeza de que amanhã será mais dia, e depois os amanhãs serão novos dias e minha alegria estará resgatada.


Obrigada Bruninha, espero que você seja sempre feliz, porque mereces, devido ao seu grande coração. Você nem faz idéia de como me renovou e ajudou!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Sobrevivendo

Há de sermos sempre errantes, escondidos ou não. Vagando, e curando as feridas que um dia cicatrizarão, recebendo os açoites que atingem só nosso exterior, mas não vão além disso. Ignorando quem não vê nossa sensibilidade. Muitas vezes parecemos apenas alguém perdido, mas sabemos o caminho da volta. Ignoramos quem não nos vê, mas deles tiramos nossa força. É o desafio de viver, de vir a tona a cada dia. Escondemos nosso rosto, mas não nossa alma, ela dança ao nosso redor exuberante e insistente. Voar é sempre preciso, não importa como, nem porque, basta voar.



Em tempo: o novo visual, aquele nenezinho cor-de-rosa, foi um presente do meu querido amigo Zeca. Ele achou na internet, me mandou dizendo que é a minha cara! Quem dera, quem dera!